| Distante pouco mais de 40km de Aracaju, o Parque Nacional da Serra de Itabaiana reserva cachoeiras, poços, riachos, penhascos e o melhor, um pouco da natureza ainda em descoberta. Vale a pena descobrir. |
Cachoeiras, poços, riachos, penhascos e o melhor, um pouco da natureza preservada ainda em descoberta. O Parque Nacional da Serra de Itabaiana é assim e ostenta uma beleza inigualável. São mais de 12 trilhas que levam os ecoturistas e aventureiros a conhecerem a biodiversidade da Mata Atlântica e Caatinga, tudo isso a 40 km de Aracaju.

Trilha da Via Sacra, da Piçarra, do Caldeirão, dos Carros e do Paredão são algumas das mais conhecidas. Algumas consideradas de alto grau de dificuldade, e outras, o ecoturista de final de semana poderá desbravá-la sem muito esforço. Mas todas elas convergem a um único local: a Serra de Itabaiana, segundo ponto mais alto do Estado de Sergipe, com seus 659 metros de altitude.
O parque fica nas imediações da BR 235. Há uma porteira de acesso margeando a rodovia e um guarda do Ibama lhe dará as boas-vindas, porém, existem outras dezenas de acesso. A dica é procurar com antecedência um guia local ou uma agência especializada (ver dicas de viagem).
A trilha do Caldeirão e uma das mais praticadas e lhe reserva quase que 5 km de caminhada. A cachoeira Grande ou Três Cachoeiras é uma das primeiras atrações do percurso. Considerada a mais alta e maior desta trilha, enche os olhos dos aventureiros. As oferendas aos deuses de religiões afro-brasileiras encontradas no entorno garante um misticismo especial. Por ser uma das primeiras da trilha, o acesso é mais fácil e sempre encontra vestígios de lixo e fogueiras no local, mas nada que tire seu brilho.
Contemple-a e siga o caminho, pois geralmente se gasta, em média, quatro horas para completar o percurso. Um paredão encostado em um poço de águas cristalinas é o segundo ponto de parada obrigatório para banho. É o Poço Azul, hoje denominado de Poço Dourado porque as árvores encobriram metade do riacho e suas águas não refletem mais o azul.
A caminhada só está começando. Dois caminhos podem ser seguidos a partir deste ponto: o caminho da Pedra Grande ou o Lajedo (Paredão). O guia lhe dará o melhor deles conforme o seu entusiasmo do dia, ou melhor, sua aptidão física. Todos os dois convergem para o Poço Preto, um enorme paredão de águas escuras e fundas, aptas a contemplação e ao descanso. Ouça o barulho que vem da mata e da água batendo nas pedras.
Logo depois do Poço Preto siga pelos denominados “Garguelos”, uma trilha que beira um paredão, do lado direito, um riacho. Quem não gosta de altura é bom não olhar para baixo e seguir adiante. Logo-logo se chega aos paredões rochosos com subida íngreme até apontar o Penhasco dos Falcões e a Pedra da Tartaruga. De lá de cima avista-se as falcões treinados sobrevoando rasteiros a região.
Chegamos ao topo da Serra de Itabaiana, mas essa é somente uma dos vários caminhos que lhe reserva o parque. A trilha da Via Sacra é outro e corta parte da serra. Este percurso ficou famoso por atrair fiéis de várias regiões, que todos os anos vêm para a região pagarem promessas e participar de romarias na Semana Santa. O caminho reserva quinze estações onde os fiéis param, rezam e depois prosseguem até a próxima parada. O Penhasco dos Falcões também é final desta trilha.
O Poço das Moças é outro atrativo do parque. O poço tem este nome depois que caçadores avistaram duas moças tomando banho e logo desapareceram, sem deixar vestígios. A atração principal é um escorregador natural que diverte os aventureiros. As águas vão descendo rocha abaixo, e vários outros poços menos freqüentados se formam compondo belos cenários.
Partindo do poço, com 10 minutos de caminhada está a Gruta da Serra,
nela a tímida Cachoeira do Cipó, divide o espaço com raízes entrelaçadas. Numa das encostas da Serra há a Sala dos Negros, um penhasco que mais parece com uma garagem. Em épocas de chuva dez pequenas cachoeiras sangram formando uma gigantesca corredeira. Quando se passa pela BR 235, avista-se esse penhasco cortando a Serra. Diz à lenda que neste local os escravos se escondiam quando fugiam das fazendas da localidade.
nela a tímida Cachoeira do Cipó, divide o espaço com raízes entrelaçadas. Numa das encostas da Serra há a Sala dos Negros, um penhasco que mais parece com uma garagem. Em épocas de chuva dez pequenas cachoeiras sangram formando uma gigantesca corredeira. Quando se passa pela BR 235, avista-se esse penhasco cortando a Serra. Diz à lenda que neste local os escravos se escondiam quando fugiam das fazendas da localidade.Percebe-se que este é só mais um roteiro de aventura. O parque, por ser recém criado, está sendo descoberto agora e muitos atrativos ainda permanecem escondidos. Pontos de interesse turístico existem, porém, falta transformá-los em sustentáveis e adequá-los a realidade dos parques nacionais abertos a visitação pública. Comunidade, estudiosos, visitantes e a natureza agradecem.
Como chegar
O Parque Nacional da Serra de Itabaiana fica às margens da BR 235 e abrange os municípios de Areia Branca, Itabaiana, Laranjeiras, Itaporanga D`ajuda e Campo do Brito. Partindo de Aracaju, há diversos tipos de transporte através dos quais se podem chegar à entrada do parque. Parti-se pela BR 235 sentido BR 101. Já na saída de Aracaju, segue-se pela BR 101 até o entroncamento para Itabaiana. Pouco menos de 35 km, chega-se na entrada do parque.
CuriosidadeA reserva ambiental passou a ser parque nacional em 15 de junho de 2005, assegurando a proteção de uma área de 7.966 hectares, composta por biomas de Mata Atlântica e Caatinga e outros recursos naturais. Abriga uma biodiversidade que inclui 16 espécies de répteis, 24 de anfíbios, uma de quelônio, 62 de mamíferos e 123 de aves. Mesmo assim, a área de preservação ainda abriga mais de 30 fabriquetas de cerâmica, o que torna difícil a conservação da área e constantemente há problemas de desmatamento e queimadas na área.
Dicas de ViagemVale a pena visitar o Parque dos Falcões, único local autorizado pelo Ibama no Brasil para recuperação e criação em cativeiro de aves de rapina como: falcões, corujas e gaviões. O ingresso custa R$ 10. Fale com Percílio dos Pássaros, o proprietário da localidade.
Sabe-se que existem diversas estradas de piçarra que adentram o parque, porém, para se chegar aos principais pontos é conveniente deixar o transporte nas imediações da BR 235 e entrar no espírito de aventura adentrando a reserva a pé. A natureza agradece.
É importante observar que todos os Parques Nacionais exigem autorização para entrar, mesmo assim, o Parque da Serra de Itabaiana ainda não se tem muito rigor neste sentido. É aconselhável solicitar o serviço de um guia florestal ou uma agência especializada em ecoturismo.
Condutor Marcos Mota - Tel: 9969 1531
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